terça-feira, 24 de agosto de 2010

Pai

E de homenagem,
vivem os mortos,
e de segredos,
vivem os vivos,
e de mistério,
se faz o mundo,
me conte uma história
cheia de aventura,
pra eu ir dormir.

Chega com o jornal na mão,
pega uma fruta no pé,
senta do meu lado
e me conta uma história,
daquelas esquisitas,
daquelas bem conhecidas,
ou as que ninguém acredita,
só pra mim ouvir tua voz.
Conta bem baixinho,
que é pra mim gravar na memória
o som da tua voz,
e o velho som da tua risada,
que eu não ouço faz vários anos.

Me conta mais um monte de histórias,
que ainda temos tempo,
me conta baixinho,
mas pode rir alto,
o dia nem amanheceu ainda,
e eu sinto falta da tua risada.
Conta de novo, 
que eu te ouço
e te ouço de novo,
o sol ainda está escondido
além do horizonte.

Conta de novo

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