segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Força

Deixem cair as armas,
as máscaras
e os chapéus de penas,
derrubem os mantos dourados
e a fachada de futilidade,
deixe as lagrimas escorrerem,
só não se permita cair
e se cair;
se permita levantar

Consequencia da Guerra

Fomos mortos
sem piedade
sem misericórdia,
fomos mortos
sem saberpor que
sem nunca ter feito
nada a ninguém
nascemos na miséria
sumimos na história
e nunca fizemos nada à ninguém
somos cidadões,
crianças, mulheres e velhos,
inocentes,
nascidos em um´país de guerra

Viver

Tenha medo
de um urso azul
tenha medo
de darth veider
tenha medo
dos erros de portugues
tenha piedade
de ninguém alem de si mesmo
dance de ponta cabeça
beije de sapatos de ballé
cante um astronauta
e conheça o hino nacional

Não lute em vão
não deixe ninguém na mão,
nenhum assunto inacabado
nenhum recentemento guardado

Não leve disaforos,
não aceite um não,
não chore
a não ser por um coração partido

Tome banho de chapéu,
pinte as unhas de azul
sendo homem ou mulher
e acima de tudo
alémde qualquer espectativa
seja feliz

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Seu bobo

Tolinho
ingenuo
que bobo,
que besteira
você não viu?
não intendeu?
bobinho,
eu te amo

Não te quero

Inacreditável é o medo
dos indesejados
tão triste
eternamente triste
é entender uma existencia
tão efemera, dolorosa,
sem você
ou pior
sem ninguém
no fundo da alma ardente
não importa o seus desejos
qualquer um serve
não te amo

domingo, 31 de outubro de 2010

Arrependimento

Lágrimas
são apenas isso,
tão belas lagrimas
que nos fazem chutar o chão,
gritar palavras das mais infames,
perder a razão,
e só então,
voltar atrás.

Desejo

As ondas roçando a areia
contrariam a lei da sedução,
o frenesi do rotineiro
nos lembra a fome e a tesão.

Destino

Deixa
se tiver de ser
assim será,

não envolva o destino
nas suas reclamações,

cada um tem o final
que merece
por suas próprias razões.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Poema a beira de um lago vermelho

Guiado ao rio
No meio do verão, eu acenei
Um V de cisnes pretos
Indo com esperança para o tumulto
Embora fosse setembro vermelho
Com os céus revestidos de fogo
Eu implorei para que você aparecesse
Como um espinho sagrado
Fria era minha alma
Não revelada era minha dor
Que enfrentei quando você me deixou
Uma rosa na chuva...
Assim eu jurei à navalha
Isso nunca, dominado!
Seus pregos escuros de fé
Foram empurrados através de minhas veias outra vez
 Descoberto em seu túmulo
Eu estou rezando pela sua solidão
E você logo
Viria acima de mim?
Por mais um momento
Nos ligamentos de sua solidão
 Eu sempre pude encontrar
A entrada para sua chave sagrada

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O som

Coração travesso;
bate sempre
do lado avesso



muT-muT

muT-muT

muT-muT

muT-muT

Fight - música

Fight 4 a place,
fight 4 a deal
fight 4 a kind
of kind of decision
and things should already
already
be made
Fight!

How say it - como dizer
fait four aplace,
 fait for adeal,
faitfor a caind óf decijion end tings xúd auréd, auréd bimaid
FAIT

Starshine

Starshine
a little starshine
so little and closer starshine
a kind of shine that she has
that take a man .  . to insanity
and can make me laught
and can make of me crazy
and can make me feel as a real

Starshine
so far from the sky
starshine,
*no matter what they say
she keeps on the way
she fights for a place*
* lá, láá, lááá, láááá
and she may be right as she may be wrong
*maaay , wrong

Let's try
*tryy
my little
and cute
and kindness
Starshine

and maybe, just maybe, and maybe she's right

STAR-SHINE

O gafanhoto

O gafanhoto
não voa,
não canta,
não fala,

O gafanhoto,
não pia,
não mia,
não rosna,

O gafanhoto
é nada,
é tudo,
é algo,

O gafanhoto,
espera,
escuta,
prepara,

O gafanhato
pula,
e voa
pro nada.

nOvidads

Olá povo do céu, da terra e de júpiter, estou orgulhosamente, escrevendo minha primeira música! Quando ficar pronta eu posto aqui!! Pink promess. Kisses

Aqueles olhos - Por Nathalia Heck e Lola Roberta

O céu é azul,
azul como os olhos de alguém,
um olhar de esperança
que o vento trás.

Meu céu,
venha trazer o amor pra mim,
agora, o céu nada me trás,
mas, nosso céu ainda é azul.
Trás com teus ventos
a esperança
de volta para mim

domingo, 26 de setembro de 2010

17:24 26/09/2010

Eu, bem feliz, fazendo bolinha com chickete
pra varia estoura na minha cara e gruda no naryz
a nina bate palmas beem feliz:
EEEH!! GOSTINHO DE NARIIZ!!!

huáhuá
semos happys

Meu conto

não sei escrever conto.




não sei se narro uma viagem

ou talvez um encontro



começo sempre bamba:

cada parágrafo é tonto;

ora termina em vírgula

ora termina em ponto



meu conto

nunca parece

estar pronto

O homen desaventuroso

Vestiu o terno do aveso,
deu dois passos de costas,
rolou as escadas,
levantou de novo,
caminhou,
alguém roubou seu carro,
foi atacado por etês,
pediu apoio militar,
pisou na poça,
e nos dejetos dum cachorro,
tropeçou nos arbustos,
perdeu sua maleta,
bateu de cara na arvore,
e pro trabalho
o homem desaventuroso
chegou atrasado.

sábado, 25 de setembro de 2010

Não parar

A vida é feito andar de bicicleta: se parar você cai.
Vai em frente sem parar, que a parada é suicida, porque a vida é muito curta e a estrada é comprida.
Você sobe e você desce na escada da vida e às vezes parece que a batalha tá perdida e que você voltou pro ponto de partida.
Vai à luta, levanta, revida!
Vai em frente, não se rende, não se prende nesse medo de errar, que é errando que se aprende que o caminho até parece complicado e às vezes tão difícil que você se surpreende quando sente de repente que era tudo muito simples - vai em frente que você entende.
Boa sorte, firme e forte, vai com a força da mente.
Vai sabendo que não há nenhum peso que você não agüente.
Vai na marra, vai na garra, vai em frente.
E se agarra no seu sonho com unhas e dentes.
Pra saber o que é possível é preciso que se tente conseguir o impossível, então tente!
Sempre alimente a esperança de vencer.
Só duvide de quem duvida de você.

Visita

Entre pela porta
sente-se na sala,
fique a vontade,
tem um sofá
logo adiante,
está com fome?
tenho café!
Ora, não queres nada?
Tudo bem,
entendo,
está na hora de ir embora.

Coração Partido

Te amo
por que te amo
e de todas as razões do amor
nenhuma faz sentido
pra curar aquela dor

Criatividade miil

Na aula de portugues eu, a fran e a nati fizemo um trabalho de portugues sobre quinhentismo, dai eu fui envia pro meu e-mail e aqela merda demorava pra carrega. Daí eu, bem entediada, comecei a escrever umas coisa lah na menssagem, e no final fico assim:

HUHUHUHUHUHUAAAAAA











AHAM AHAM






I´M A SEXY BITCH






SO SEXY






SO SEXY


SO SEXY






YOU´RE A SEXY BITCH










OOH, BABY






LET´S DO IT, LET´S DO IT, LET´S DO IT NOOW






OH BABY






MAKE IT RIGHT














SO SEXY










SO SEXY






I´M A SEXY BITCH

 
 
viiu como eu tenho talento pra musicalista??
hehe
begs

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Armas e alienigenas

Qual a graça na bomba atômica,
se dá pra ter uma arma afônica?
qual a moral de dominar um país,
se de OVNI dá pra ser feliz?
Qual é a moral de destruir o mundo,
se os aliens não perdem um segundo?
Quero ser alien,
criatura estranha,
tem algum sentido em saber sorrir.

domingo, 19 de setembro de 2010

Uma carta

Gabi, você tinha alguma coisa que me encantou. Eu te via todo dia, e não conseguia não sorrir quando você falava comigo. Sabe aquelas paixões platônicas que garotas de 15 anos costumam ter? Eu só não esperava que sonhos se realizassem.
Sempre estava com  o olhar perdido em algum lugar longe daqui, eu ficava desejando que o teu olhar se perdesse no meu, mas eu nem tinha a coragem de te olhar nos olhos, tinha medo de te perder, mesmo que eu não te tivesse ainda.
Te vi numa festa, dançando com uma amiga minha, e morrendo de ciúmes, fui embora mais cedo. Tantas vezes que eu te olhei e não disse nada... Tantas chances que eu perdi de te falar o que eu sentia...
Acho que tinha de ser, exatamente agora, exatamente deste jeito. E por que não seria? As coisas parecem em ordem, está tudo perfeito, meu amor.
Era alguma coisa no teu olhar, um olhar que me fazia tremer, que me tirava da realidade e me deixava com cara de boba. E era o teu sorriso também. Não sei explicar, mas até hoje parece que você esconde alguma coisa por trás deste sorriso.
Tua risada é o som mais lindo que eu já ouvi.
A gente ficava conversando e eu penssava:
"Será que eu falei alguma coisa idiota?"
A resposta era óbvia, eu sempre falava coisas idiotas, mas era por que eu ficava nervosa só de estar perto de você.
Gabi, quando a gente dançou naquela festa, eu não imaginava o final da noite, eu não imagina o que iria acontecer. A única coisa que eu sabia era: Você estava ali, do meu lado, e olhando pra mim, eu não precisava de mais nada pra ser feliz.
A vida sabe ser perfeita.
Lembro daquela noite todo segundo, lembro de todas as noites e dias que a gente passou juntos, mas o que eu mais me lembro daquela noite era do teu perfume.
Não era um perfume, era teu cheiro, era um cheiro de Gabi que eu nunca vou conseguir esquecer.
As vezes eu tenho medo de acordar, parece que é um sonho e eu tenho medo que acabe. Não consigo acreditar que tive tanta sorte assim.
Até hoje teus olhos me fazem tremer, até hoje eu te amo como amava antes e amo ainda mais. O tempo que passamos juntos, que ainda não foi muito, eu não troco por nada. Não sei exatamente o que, mas alguma coisa no teu jeito fez com que eu me apaixonasse.
Hoje não tenho medo de dizer que te amo.
E vou sempre amar.

Uma história

Ela gritou para o nada e sua voz ecoou pelo ar.
Não adiantava,
ela estava gastando o ar a toa,
ninguém viria buscá-la.
Que adianta ter uma polícia,
se eles nem acham uma mulher enterrada viva?

Medo de amar

Eu amo por que amo,
pra que perguntar?
eu amo
e realmente amo,
ninguém ousa duvidar,
e mesmo que eu ame,
eu tenho medo
de me machucar,
você não vai me deixar?

Guerra

O final é triste,
ele morre,
ela fica sozinha,
e chora
sentada na janela,
esperando o filho,
de alguém qe partiu,
por favor,
parem as armas,
por favor,
parem as bombas,
por favor,
poupem a vida dos que vão ficar,
você quer ouvir uma história
que vc já sabe o final?

terça-feira, 31 de agosto de 2010

CHUBBY BUNNY

Rafa Markes

Eu andei publicando algumas coisas do Rafa Markes, ele escreve muito bem. Olhem os outros textos dele no perfil:

http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=43807

bjjs

Se ouvesse mais uma chance - Rafa Markes

Se eu pudese faria tudo denovo


Te amaria do mesmo jeito

Cometeria os mesmos erros

Não concertaria os meus defeitos



Eu te traria os mesmos sorriso

Te deixaria com a mesma dúvida

Levaria pro mesmo lugar

E faria a mesma coisa



Te enchereia com minhas histórias

E de desculpas quando estivese errado

Te mostraria o lado bom e o mal do pecado



Te roubaria mais um beijo

Aumentaria o teu desejo

Não deixaria você ir, pra me deixar sozinho aqui

O senhor do tempo - Rafa Markes

Quando o sol cai no horizonte vejo que não ha tempo pra viver em vão


Vou viver o meu sonho bom, não penso mais em desistir

Sem choro é hora de tentar me libertar

Hoje vejo muito tempo já perdi aqui

Muitas oportunidades de ser feliz sorrir

Os pesadelos se forram mais ficaram as lembranças

As feridas incicatrizáveis que ela deixou

Nem me importo, passou

Na vida podemos cair, mas apenas pra nos levantar e aprender

Tudo que sei, descobri sofrendo, errando, chorando

Lagrimas de sangue do veneno doloroso que ardia nas veias

Passei por todas as fases dos sentimentos humanos

Amei e odiei demais, nada disso é bom tudo deve ter um equilíbrio

Como o azul do céu nem sempre tão azul

Ou o brilho do mar nem sempre tão brilhante

Nada é perfeito a não ser que Deus permita

E essa é a verdade a tempo pra tudo embaixo do céu.

Anjos também amam? - Rafa Markes

Os olhos cansados fixos no horizonte

Já faz tanto tempo que você se foi

Mas ainda espero de braços abertos

Dia após dia olhando o sol se por

Esperando um milagre, você voltar

Trazer a alegria que antes existia

Me fazer sorrir e também chorar

Na superfície da lua poder te amar

Muito mais, do que um sonho dessa vez

Ouvir teu coração bater

no mesmo ritmo que o meu

E ver teu corpo esguio estremecer

Ao ser tocado por minhas mãos

Será que anjos podem ser tocados?

Será que podem ser amados?

Talvez por isso não tenha dado certo

E você tenha me deixado

Por que o que nos faz diferentes dos anjos é o amor

Delírios de um coração aberto - Rafa Markes

Viajando naquela estrada lembrei de você,


cercado pelo nada tentei te esquecer

Escondido dentro de mim, não deu,

talvez por isso que parti em busca de um novo ar

A neblina que te cerca me sufoca, sinto não poder te alcançar

Sei que está ai mas algo me afasta,

se fosse o céu ou o mar entre nós

Eu até poderia entender, mas você esta tão perto

que posso ate sentir teu doce perfume

Mas não te vejo e nem posso tocar-te e isso é frustrante

Principalmente por que sei

você só se mantém distante por medo se sofrer

A armadura em teu coração é quase impenetrável

e você agora só age por razão

Mas sei que ainda pensa em mim, mesmo que inconscientemente

Senão por que esta lendo isso?!’

Mas no teu mundo não tem mais lugar pra mim

Devo me conformar e seguir minha vida

Mas nunca vou te esquecer nem tudo que aprendi com você

Vou levar pra toda vida, até quem sabe um dia te encontrar

Numa fila, na rua ou em qualquer lugar

A chama violeta

O fogo subiu pelas paredes,
esticou as mão pequenas em direção ao céu,
e foi crescendo,
crescendo como criança,
que só cresce uma vez,
então começou a desaparecer,
e com ela levou as crianças
que acabaram de desaparecer

sábado, 28 de agosto de 2010

Sozinha

Me deixou quebrada,
me deixou caída,
me deixou pra trás,
 me deiixou perdida,
me deixou no nada,
fiquei sem ninguém

CHUBBY BUNNY

AAH, EU VOU POSTAR MEU VIDEO DO CHUBBY BUNNY ASSIM QUE EU FIZER!!

TENHAM PACIENCIAA!!!

beijiinhos

Feliz aniversário

Parabéns
é seu aniversário, garoto
que dia mais feliz,
parabéns, garoto,
parabens pra você e pra mim,
sei teu aniversário,
e nem o da minha mãe eu sei,
parabéns garoto,
que eu não esqueci

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Lucas II

Me lembro de ti 
quando alguém ri,
me lembro de ti 
quando suspiram,
me lembro de ti sempre,
menos quando choram,
meu pequeno herói,
nascido em meio ao caos,
e armado pra batalha
na mais leve armadura,
forjada de coragem,
mergulhada na história

Lucas

- Eu já te disse que é deste jeito!
- Não é nada!

E não era mesmo,
perto dele,
sempre estou errada

O pai de terno

Um grande homem de terno,
que segura a filha no colo,
e sussurra que ela se acalme,
ele está cansado, 
mas não solta ela no berço,
sorme com ela no colo,
e os dois sonham juntos,
sempre sonham

Raquel

Eu vi a rosa na janela,
e lembrei dela,
uma mãe que parecia desenhada
pintura à oleo em uma simples tela

Nara

Uma moça prendada
que já esteve em todo lugar,
uma advogada letrada,
que sabe de guerra, novelas e futebol,
uma mulher apaixonada,
morrendo de medo de amar

Pai II

Colocou o nenê no carro,
sentou-a no banco da frente,
abraçou a menina contente,
que não fala muito com ele,
mas que sente saudades
quando ele não está presente

Pai

E de homenagem,
vivem os mortos,
e de segredos,
vivem os vivos,
e de mistério,
se faz o mundo,
me conte uma história
cheia de aventura,
pra eu ir dormir.

Chega com o jornal na mão,
pega uma fruta no pé,
senta do meu lado
e me conta uma história,
daquelas esquisitas,
daquelas bem conhecidas,
ou as que ninguém acredita,
só pra mim ouvir tua voz.
Conta bem baixinho,
que é pra mim gravar na memória
o som da tua voz,
e o velho som da tua risada,
que eu não ouço faz vários anos.

Me conta mais um monte de histórias,
que ainda temos tempo,
me conta baixinho,
mas pode rir alto,
o dia nem amanheceu ainda,
e eu sinto falta da tua risada.
Conta de novo, 
que eu te ouço
e te ouço de novo,
o sol ainda está escondido
além do horizonte.

Conta de novo

Paulinho

Sorri como uma boba
que sorri sem motivo,
mas sorri com motivos,
lembrou de você

GM

Um último poema,
pra encerrar o dia,
uma última dança,
pra não deixar dúvidas,
se teu amor morreu,
é um último segredo,
pra guardar na memória

Gabriel

Não lembro se foi hoje,
ou se foi a muitos séculos atrás,
mas naquele tempo
te olhei nos olhos,
e gravei teu brilho,
gravei teu sorriso,
perdida no teu coração

Daniel

Os olhos eram de um azul
que eu nunca mais vi,
o jeito era de um moleque
que eu nunca mais esqueci,
quando uma boca roça a minha,
lembro de ti,
não te tenho, nunca tive,
e jamais te esqueci

Segredos de liquidificador

Todos sabem,
nem é segredo,
E não entendem
- será que eu entendo? -
paixões passadas,
ficam lá mesmo
enterradas no tempo,
Congeladas em um momento

Memória

Hoje lembrei de ti,
por um segundo
me esqueci de resto,
E agora, 
já te esqueci

Sonhos

Abracei um velho ursinho,
que achei guardado na garagem,
agarrei um velho sonho
que estava perdido entre as caixas,
no cantinho,
meio amassado,
e meio estragado pelo passar do tempo,
mas, fui eu que achei
um pedacinho de sonho
que eu esqueci de enterrar

Meu velho mundo

Hoje me debrucei na janela
e chorei pelos prédio altos
e pelas pessoas que vivem lá
que não vêm a terra
que não sentem as ruas
pelas quais passei

Adíos

Hasta lá vista
hasta lá próxima encarnação
háhá,
não preciso de ti
primeira paixão
paixão antiga
corroída como um velho armário
povoado de cupim
hasta nunca
mi amor
paixão que já esqueci

Happy Ending

Todos têm um felizes para sempre,
E isso me assusta!
A história já é curta
e está perto de acabar?

Despedida - Lola Roberta & RobO

Deixa-me ir
Que ficar não nos fará bem
E se eu for embora agora
Ainda levarei um pouco de ti
Então me deixa sair
Não me tome mais nos braços
Como crinça assustada
Que sei que sou
Vou embora
E não venha atrás de mim
Não agora, não ainda
Espera meia hora
E corre para me pegar nos braços
Como criança assustada



ps: eu escrevi a parte em negrito, a outra parte foi o RobO

Garotas boas e corajosas

Garotas boas e corajosas,
não choram,
garotas boas e corajosas,
são vitoriosas,
garotas boas e corajosas,
sozinhas no mundo,
lutando assustadas
contra fantasmas invisíveis

Uma garota corajosa

Quando o mundo desaba
você segue em frente
Quando a sorte acaba
você não sente
Quando o amor vai embora
aí sim, você chora

Enfrentando a vida de frente

Como qualquer garota que quer brilhar,
Eventualmente, ela veio a nos deixar,
Como qualquer garota que quer crescer,
Ela foi ao mundo sem medo de se perder,
Como uma boa garota pronta para arriscar,
Ela se dispôs à amar,
O mundo é duro, garota,
Mas, ela está pronta para tentar

sábado, 14 de agosto de 2010

Em uma cidadezinha estranha...

Era uma vez
os emos versus a coloridade
um provando pra outro
qual que dá mais publicidade

A menina que cruzava a rua

A menina cruzou a rua
como quem sela o próprio destino,
A menina cruzou a rua
como quem sabe demais da vida e da morte,
A menina cruzou a rua
como quem luta com um vilão invencível
A menina cruzou a rua
como quem morre devagarzinho
A menina cruzou a rua

e chegou do outro lado

Pessoas

Formigas correndo
na calçada cheia de gente
e cheia de nada
ao mesmo segundo,
carregando folhas,
seus pequenos sustentos,
e sendo pisadas,
corajosas formigas
pelos pés massacradas

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Soneto para uma vampira

Já vaguei por muitas estradas,
mesmo sem sair de casa.
Já olhei para muitos rostos,
apesar de não ver nada.

Sou a única que não respira
e continua entre vivos e mortos,
não sou a morte em pessoa
mas já a olhei nos olhos.

Longe de qualquer inferno
e mais distante ainda do paraíso,
não sou chamada
não sou achada, nem ao menos procurada.

Entre a vida e a morte,
a única diferença
é um coração que bate

terça-feira, 27 de julho de 2010

A mulher do viajante no tempo

Eu ia abandonar a esperança,
eu ia chorar
 e deitar nos lençois vazios
empoeirados
ia queimar a casa,
a rua, meu coração
só que,
Algo inexplicável aconteceu:
Eu me lembrei de você.

Não sei quando te verei novamente,
Não sei quando virá,
sei que é difícil estar em casa
sei que é difícil não voltar no tempo,
e sei que doí para nós dois.

Apenas venha logo, está bem?
Pois toda vez que penso em você
Eu sinto dor,
E isto é um grande problema
Pois estou sempre pensando em você...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Te amarei - Por Geraldo Martins

Não quero mais ninguém
Não quero sofrer mais
Você não é alguém
Você é a pessoa que me faz feliz
Só que não quero sofrer por você.

Amar você e ser pisado por você
Isso não é amor
E sim doença
Você é minha doença?

Porque te amo?
Pra que te amo?
Mas amar quem me
ama é bom.
Mas amar você
Que não me ama
Não é amor
Mas mesmo assim te amo.

Escrito por:Geraldo Martins

Um bicho chamado amor

Eu amo,
Tu amas,
Eles amam,
Vós amais.

E alguém se ferra,
Amor trás sofrimento
mas também trás derrotas
e suas vitorias.

Amor é poesia,
É a guerra dos sexos
Em uma trégua na monarquia  
Sem reis,  
Sem rainhas  
e sem poder  
Sem nada  
e  
Sem ninguém

Que coisa estranha é este amor

Uma certa saudade que dói...

Esperar você?
Que idéia absurda,
eu sou capaz de ser feliz sem você,

Bem...

talvez não seja capaz,
mas sou capaz de me enganar,
sou capaz de ser falsamente feliz

talvez não seja,
talvez precise de você,
talvez não ame o ser desejado
e sim o próprio sentimento de desejo,

mas quem liga?
Eu só quero repousar meu corpo no seu...
Quem liga?

Jogo perigoso

Esvaziei sua mente,
envadi sua parte mais obscura,
invadi seu santuário mais sagrado,
onde tudo pendura para sempre,

e se eu ainda não roubei sua vida
fique atento,
ela está em minhas mão agora,
você é meu brinquedinho,
e só eu sei as regras do jogo
 
sabia,  
talvez eu as tenha esquecido   ,
perdi os dados 
mas, você não sabe, 
e continua como brinquedo.

Você não sabe
  que eu não posso mais brincar...

Pecado

A primeira vez que eu o vi, estavamos ambos sentados em baixo da grande macieira, onde tudo começou. Um grupo de jovens se reunia ali perto, e nós dois eramos velhos demais para entender o que eles diziam.

Fiquei paralisada, como as plantas e suas raízes fundo no chão, mas tú tinhas seus próprios passos, e caminhou até mim com uma pequena fruta nas mãos.

Mordi a fruta, puxei teu corpo, mordi teus lábios, e fugimos dali.

Virei fantoche, não fui mais planta, sedi a cobra, perdi meu Deus.

Poema de despedida

Sinto muito em dizer adeus,
nao sinto tanto quanto voce,
apenas direi e irei embora,
ADEUS
  
Não, não me deixe ir
me siga, por favor,
não quero ficar sozinha,
então eu vou embora,
em busca de outro alguém.
Não é fácil pra mim dizer,
então direi e irei embora
ADEUS

Ainda ouço sua voz, 
farfalhar em meus ouvidos  
como folhas secas no inverno,  
mas como não é fácil pra mim dizer  
direi e irei embora
ADEUS
 
Por que tu me deixas ir?
Vem me buscar...
Espero por ti 
mas, se tenho de ir
não vou me enrrolar em prantos
não é fácil pra mim dizer
então direi e irei embora
ADEUS
 
Se não vens atrás de mim,
eu que não esperarei por ti
NÃO FECHE OS OLHOS
tenha um pouquinho de medo
espere por mim
 
Não. Não espere
eu digo uma última vez
e vou embora

ADEUS

Logo após aquele dia - Geraldo Martins

Logo após aquele dia
pensei e repensei no que fiz,
No que faço, e o que pretendo fazer ainda,
Estou vendo meu presente em pedaços do que vivo,
Lembro de cada minuto que vivi, e escrevo meu futuro
Com lembranças do passado.

Meu medo é ficar sozinho,
Mas a uma pessoa nesse mundo que disse que me AMA,
E algo em mim me manda acreditar nela.

Ao momento em que ouvi uma musica,
Lembrei-me o rosto dela.
Fazendo-me sorrir me fazendo feliz,
Eu a amo a amo mais que tudo nessa vida,
Ela é especial e tudo para mim.

Agora sim tenho um caminho a seguir,
Sem pensar só deixar acontecer,
E poder viver esse amor
Como é bom amar.

Seguirei esse caminho e espero que todos,
Também o achem pois esse é o
Melhor caminho a se seguir, principalmente
Com um grande amor ao lado.

Te Amo Muito

Escrito por:Geraldo Martins

Reflexo - Rita Via

Atrás do espelho,
mora minha companheira,
que as vezes se enfeita,
pra parecer mais faceira,
ela é a mulher que aparento,
mas não é verdadeira,
ela é o que tu reconhece,
e nunca me vês inteira.

(Rita Via)

De tudo - Rita Via

Querida rua,
saudosa janela.
Tanto tempo passou por ela,
e eu me esqueci.

Hoje lembrei a rua,
o tempo que fui tua
e tudo que perdi.

(Rita Via)

Morte

Deita no meu ombro
escuta este respirar?
é baltazar,
 cada respiração mais perto
mais próxima de te levar

Modelos de Botequim

Que tú fazes largado em um bar?
O que queres aqui sozinho?
Pra que ficar perdido neste nada?
Para que afogar o rosto num como de alcool?
O licor não vai te dar o ombro,
a chachaça não vai ouvir teu choro,
a cerveja não pode te devolver a vida,
o que passou, está passado.

Volta pra casa,
volta pra mim,
sai dessa vida,
dessa vida perdida,
paixão de botequim
sai deste mundo,
não me deixa sozinha,

PROMETO
que eu não te perco no caminho,
não se afogue em vinho
você não está sozinho

Volta pra casa,
pai,
volta pra mim

As meninas de salto alto

Olhe além dos jeans apertados
além dos corpos lipados
dos bumbuns injetados
enxergue além da maquiagem
e além das roupas de cobras
e verá um ser humano
burro e vaidoso
exatamente como todos nós

A rosa e o caderno

Não são nada.
Nunca são.
São passado.
Todos são.
Minhas lembranças.
Vêm e vão.
E bate forte
o coração

O Grande truque

Me enganou com suas palavras
o som lindo saindo dos seus lábios
me enganou com sua lábia
me perdi em paixão por você
e hoje estou a mercê das flechas

mas, não,
não espero meu final
ainda me recuso a ir sem luta

são tantas histórias
que se repetem sem final feliz
são tantos corações quebrados
queimados até a raiz
são tantos desejos que eu queria lhe contar
mas nada é verdadeiro
quando se estás nas garras de um enganador

Por favor - Geraldo Martins

E muitas vezes eu avistei
Eu muitas vezes me perguntei porque
Eu continuo aqui e continuo chorando.

E muitas vezes eu chorei
Eu muitas vezes derramei lagrimas
Por aqueles que nao estão aqui.

Mas apesar disso eles continuam tão perto.
Por favor alivie meu fardo.
E eu ainda me lembro
das memorias e eu choro
em meus sonos perdidos

As cicatrizes, elas cortaram tao fundo.

Com certeza sem guerras nao haveriam perdas
de agora em diante sem mais lagrimas, sem maldade, sem dor, sem miséria
Sem noites de insonia sentindo falta dos mortos...ah, sem mais
Sem mais guerras

Escrito por: Geraldo Martins

Carta à um homem invisível...

Eu queria que você lesse isso um dia, mas, ao mesmo tempo, não quero. Não sou idiota, querido, sei que você não me ama mais, e chego perto de compreender, mas aceitar é meu desafio. Acho que no fundo, só escrevo por que você poderia ler, se quer a verdade, ela é simples: Eu quero que você saiba. Pode continuar ignorando, meu amor, ignore por toda a eternidade, mas eu gostaria muito que você soubesse o quanto eu te amo.

O tempo passou, as folhas caíram, congelaram, nasceram de novo, mas pra mim tudo continua da mesma maneira. Os amores proibidos são inesquecíveis.

Você existe? Você algum dia existiu? Parece mais com um fantasma na minha consciência, bom e ruim demais para ser verdade. Não era seu rosto, não era seus versos, não era seu corpo, seu jeito ou seu olhar de mar... Era sim. Era tudo isso, era só isso, era muito mais.

Quer ouvir a pior parte? Ainda é...

Sabe como é difícil fazer com que eu me apaixone? Parece fácil para você?  Deve parecer...

Eu devo parecer uma tola...

Imagine, você apenas beija a garota uma vez, e ela alega paixão eterna. Me chama, quero ouvir sua voz... Quando você fala (e quantas vezes eu já liguei e esperei em silencio pela sua voz?) eu sinto como se meu corpo ardesse em fogo e congelasse sem sentidos.

Eu sinto como se faltasse alguma coisa dentro de mim, algo mais importante do que metade de mim. Não é isso que falta, amado, o que falta, sou eu inteira.

Me sinto perdida desde que você partiu. Obrigada por quebrar meu coração e deixá-lo a mercê das traças.

Um bom amigo toma conta dele agora, e tenta roubá-lo a qualquer custo.

Quem me dera fosse possível.

Não adianta, não importa quantas paixões eu encontre, por quantos corpos eu percorra, ao ouvir sua voz, sentirei aquele fogo dentro de mim, e mesmo daqui anos, eu o sentirei, mais forte do que nunca.

Amor, sei que você não me ama, mas se um dia já amou, quero que saiba que ainda o amo.

Me liga mais uma única vez. Vou ouvir tua voz, minha carne vai arder de desejo, por que tu não fostes só meu amor mais intenso, como fostes meu primeiro e único amor.

Onde estou? - Geraldo Martins

Sinto-me diferente, minha vida
Parece ter mudado.
Sinto-me forte e confiante,
Em alguns momentos

Mas como tudo a dois lados,
Tem outros momentos que não
Sei o motivo dos meus atos.
Pois não a mais motivo para me enganar.

Tudo muda com o passar do tempo,
Descubro que perfeição não existe,
Mas formas de se chegar perto
Dela sempre haverá.

Sofrimento sempre terá que existir para
Poder haver a alegria,
Sofri demais até agora espero que
Apareça a alegria em
Minha Vida.

Sim o amor ainda existe e sempre ira existir.

Escrito por: Geraldo Martins

Sentimento sem título

E a vida
sempre tão leve
e descontraída

será assim?

uma angustia
que se guarda no peito

acaba?

não, querido
ergue-te das cinzas
e continua

e eu não?

não forte, nem tanto
mas sei o que quero

o que quero
daquela leve
leve e descontraída

vida?

quero só você
que viaja com o momento
e volta ao sol nascer

volta?

ou volto eu?

Algo aconteceu

Será que a culpa foi minha?
Será que a culpa foi dele?
Ele vai andando,
ele caminha
Por caminhos incertos.

Ele era encantador,
Ele era gracioso,
Mas com o tempo mudou,
Agora é fingidor.

Tudo anda a mudar,
Os sentimentos,
as palavras,
Até os seus olhos que eram de mar.

Todos fingem o que não sentem,
Todos querem o que não têm,
Todos mentem,
sem ao menos saber porquê.

Saudades

Desejo...
Desejo abraçar-te e não me sentir perdida,
Perdida na solidão que me consome,
Achar-me um dia.
Anseio pelo teu toque,
Quente e suave...
Lembrar-me...
Lembrar-me de um dia especial,
Que me reconforte um dia.
Anseio por ti,
É inevitável...
Inevitável deixar de me encontrar,
Num ser que tem tanto para dar!
És tu...amor perdido,
Que tento há tanto tempo encontrar!

Perder-te

Perder-te
Não havia nada a dizer
Era uma coisa que custava a crer
Mas era verdade e não se podia negar
Uma coisa era certa, era por te amar.

domingo, 25 de julho de 2010

Alguém normal


Uma pergunta pessoal
você é importante na vida de alguém?
não de verdade,
eu tenho certeza
você é apenas substituível
podem até derramar lágrimas por você
mas encare,
você é apenas um
em um milhão
as coisas são mutáveis,
este fato:
não!

sábado, 24 de julho de 2010

Campanha rápida

Cada ovo comido é um pinto perdido

Rapunzel

Você já teve a sensação de estar presa? Eu sou a princesa presa na torre.

Quando eu tinha apenas quatro anos, minha mãe foi escolhida em casamento pelo príncipe Ricardo XVII, chefe das terras de Midland. Minha mãe não teve outros filhos e eu me tornei a única herdeira ao trono. Rei Ricardo, apesar de detestável como rei, se mostrou um pai amável e cauteloso, quando minha mãe desfaleceu aos meus sete anos.

O problema veio aos meus oito, em uma carruagem de ouro com um cocheiro de barba longa. Uma condessa das terras altas chegou ao palácio com uma proposta atraente ao rei Ricardo. Em troca de torná-la sua rainha, Ricardo teria a devoção completa dos moradores das Terras altas governadas por Antonio I, pai da condessa e, com isso, o comércio poderia se expandir facilmente por todo o continente.

A condessa Alexandra se tornou a rainha e única herdeira do trono, por que a filha mais velha do rei, eu, havia desaparecido no lago. Enquanto o cocheiro e a rainha se encarregavam de espalhar a terrível notícia da minha morte – uma mentira, por sinal – eu estava aprisionada no alto de uma torre, tendo a própria rainha como minha carcereira.

Envenenando meu rei, dia-a-dia, com pequenas doses de veneno de rato, ela ficava mais e mais poderosa tendo a devoção do povo voltada para si. Quando Ricardo desfaleceu, perdi quase que por completo minhas esperanças de ser salva. Estou até hoje presa na tal torre.

Hoje é só mais um dia como outro qualquer, e eu não espero que nada demais aconteça, e diferente dos outros dias, hoje aconteceu. Sentei a janela cedo e cantei uma triste canção pra tirar aquele peso do coração, e enquanto eu cantava, ouvi uma voz. A voz que chamava por uma princesa. Corri a janela e o homem olhava para cima:

- O que fazes tu aí em cima, ó formosa dama? Deverias estar aqui deixando que as flores te invejem e que eu te galanteie.

- Quem me dera, gentil senhor, mas estou presa aqui faz muitos anos.

- Eu não posso escutar-te daqui debaixo. Deixa-me subir? – O homem observou a torre e depois completou; - mas não há portas!

- Nem janelas baixas! Não sei como deixar-te entrar.

- Não se aflija, ó adorável donzela, jogue suas tranças que eu chegarei até você!

Joguei minhas tranças pela janela, e o homem subiu por elas, até mim.

- Ora! Mas quem diria? És ainda maior beldade de perto do que de longe! Como nunca te vi cruzar pelo reino?

- Já te disse, cavaleiro, sou aqui prisioneira.

- Por que não foges?

- Não há portas, cavaleiro.

- Sinto informar-te, mas não possuo tal posição de cavaleiro. Sou Arthur, filho de Zacarias. E tu quem és?

- Rapunzel, filha de Ricardo XVII.

- Filha do falecido rei? Rapunzel...


- Eu gostaria de tua ajuda, mas com Alexandra em Midland, dariam por minha falta antes mesmo de me permitir fugir.

- A rainha?

Ouvi Alexandra chegar, seus passos ecoavam na minha mente e pelas escadas da torre.

- Tens de fugir, Arthur. Ela está chegando!

- Sim, eu vou. Mas, voltarei minha dama. E te salvarei. Prometo!


Arthur pegou minha mão e beijou-a, depois partiu descendo a torre pelas minhas tranças. Mal ele fora embora, Alexandra adentrou meu quarto:

- Que fazes nesta janela, insolente? Não vai responder? O gato comeu-te a língua? Pois bem, fique aqui sem ceia e podes voltar a se lamuriar na janela. Não sonhe demais, Rapunzel, sonhos são o caminho do fracasso.


Arthur voltou no dia seguinte, e no dia depois daquele, e no outro, e no outro... Sentia-me grata com todos os Deuses pela alegria que ele trazia. Sua voz e coragem eram um sopro de felicidade na minha vida. Fazíamos planos pra quando fossemos fugir e ele me ensinava a tocar flauta. Não conseguia compreender por que ele não me ajudava a fugir logo, então perguntei-lhe:

- Por que não me tira desta torre?

- Não é por falta de amor ou coragem da minha parte, Rapunzel, mas seria perigoso fugir sem um plano perfeito. Não quero arriscar te perder...

- Alexandra está voltando! Desça, vamos, desça.

Antes de descer, voltou a sentar a janela e me disse:

- Eu voltarei, Rapunzel. Todos os dias até poder te levar comigo.

E me beijou os lábios. Nunca havia sido beijada antes, e quando ele me tomou nos braços, esqueci que a madrasta subia as escadas, esqueci do perigo, esqueci de tudo. Ele se foi, descendo a torre pelas minhas tranças e eu me virei para Alexandra, sem jamais tirar Arthur do pensamento. Tomei coragem e perguntei ao monstro que me deixava presa:

- Alexandra, por que tu não me deixas sair?

- Deonde vem toda essa fome por liberdade? Tu não eras assim...

- Eu quero ver o mundo! Deixa-me ir, quero conhecer a praia e tocar flauta!

- Flauta, Rapunzel?

- Eu conheço algumas coisas...

- Não minta, Rapunzel. Vós não podeis mentir para mim.


Quando me vi, estava presa a verdade em um feitiço, e não consegui mentir-lhe:

- Um homem que me visita me ensinou.

- Um homem? Um homem te visita quando não me encontro na torre? - Ela me bateu no rosto e me deixou cair no chão para depois levantar-me: - E como ele sobe a torre alta?

- Por meus cabelos.

- Pois ele se arrependerá de intrometer-se no meu reinado!

- Ele nada te fez, deixe-o em paz!

- Cala-te, sua insolente!

Naquela noite, Alexandra cortou minhas tranças, e me amarrou ao pé da cama. Adormeci somente de madrugada, exausta de tanto chorar pela segurança de Arthur. Na manhã seguinte, Arthur parou a minha janela e gritou:

- Rapunzel, Rapunzel, jogue suas tranças cor-de-mel.

Antes que eu fosse capaz de avisar-lhe que partisse, Alexandra tapou minha boca e lançou as tranças a ele. Alexandra lançou-o pela janela, sobre as roseiras e eu pude apenas ouvir seus lamurios de dor. Nada podia eu, a princesa presa na torre fazer.

Alexandra desceu atrás dele e ouvi gritos e sons de metal se batendo. Eles estavam lutando, mas presa a cama eu nada podia fazer, arrastei-me com cama até onde consegui. Os sons haviam cessado.

E eu cantei, cantei pra ele, e passos subiam as escadas. Eu tinha medo. Era o velho cocheiro parado a porta:

- Eu já não lhe mandei ficar em silencio? Mas, você arruma confusão, Rapunzel! Por isso vou ter que te machucar muito. Você vai ter que morrer, por que você é uma menina muito, muito malvada.

E voltei a cantar. O cocheiro avançou na minha direção e eu lhe empurrei com os pés, fazendo isso eu quebrei a madeira da minha cama e soltei meus pés. Lancei-me sobre ele, mas ele era mais forte e me derrubou no chão. Foi quando Arthur entrou na sala e empurrou o cocheiro malvado pela janela.

- Venha! Vamos embora!

Corremos pelas escadarias o mais rápido que conseguimos, mas eu sentia que Alexandra estava atrás de nós.

- Deixe-me ir! Fique com o palácio, as jóias, o trono, fique com tudo só deixe-me partir!


A bruxa má assumiu a forma de um dragão asqueroso, coberto de gosma e musgo verde e lançou-se sobre nós. Arthur atingiu-lhe com a espada certeiro no coração, e o monstro caiu desfalecido no chão.

- De onde vieste com esta espada? Tu me disseste não ser cavaleiro.

- E não sou. Sinto muito, Rapunzel. Sou apenas um ferreiro.

- Jamais duvide de seu poder, vós salvastes-me da malvada rainha e agora estou livre para governar o povoado, de forma justa e honesta!

- Vais partir como prometeu a rainha?

- Não me curvarei diante de tão malvada criatura. Governarei o povo com o poder que é meu por direito.

- Mas, Rapunzel, não vai fugir comigo para longe? Vós não lembrais que planejamos...

- Sim, mas as situações foram alteradas, Arthur. Se quiseres, fique comigo, como meu rei, e governaremos Midlands e as terras altas...

- Não. Eu voltarei para o meu povo. Venha comigo, seja uma aldeã como o resto de nós...

- Arthur, alguém tem de governar o povo, e essa serei eu. Vós virais comigo, ou não?

- Não.

- Então não conte a ninguém a minha história e te deixarei partir.

Ameacei-o com minha adaga apontada para seu pescoço.

- Não contarei nada a ninguém, Rapunzel. Nunca mais.

E Arthur partiu pela mesma estrada pela qual ele vinha todos os dias. Nunca mais vi o ferreiro novamente, e nunca me disponibilizei a procura-lo.

Meu novo marido e rei, conde Eduardo II foi homenageado não só por ser o novo rei, mas por me salvar, princesa Rapunzel, de um terrível dragão. É assim que nós rainhas e princesas vivemos dia após dia, e é essa a história que passaremos de geração em geração, afinal, nenhuma rainha deve se ver envolvida com um mero e fraco ferreiro. Esse é o meu segredo, e não diz respeito a ninguém por que, no final, todos nós viveremos felizes para sempre.

Não é?

Ressaca - Rob O.

Carlos se levantou sem ter muita certeza de onde estava. Levantou da cama, que rangeu com a mudança de peso, e bateu de cabeça em algo. Tateou os bolsos. Quer surpresa, não é? Vazios! Fechou os olhos e tentou se lembrar o que havia acontecido ontem a noite. Havia uma festa, ele tinha quase certeza disso... e, ai, com certeza havia bebida. Ou drogas... Mas, alguma coisa havia.
Sentiu uma pontada de dor na cabeça e se deitou na cama. Tateou os lençois ao seu lado, devagar... Ufa!

Nada, nenhuma baranga pra ter de fugir depois, nenhum arrependimento, não houve nenhum tipo de sexo bizarro com um ser asqueroso tentando se passar por mulher...
Carlos deu graças ao senhor que nenhuma mulher havia se apaixonado perdidamente por ele na noite anterior, e ele poderia ir para casa sossegado... sem medo... ESPERA!

Ele se deu conta de que não estava em casa... Então ele havia, de fato, dormido com alguém...
Droga!, pensou, como se livrar da baranga?
Ia mentir, claro.
Ou fugir!!

Tateoou o chão em busca do resto das roupas... as calças já estavam com ele... agora... camisa, casaco...
Se vestiu rápido e foi abrir a janela, pronto para correr em caso da mulher canhão aparecer.
Neste instante, a mulher mais linda que ele já vira na vida entra pela porta:

- Ah, que bom que você acordou!

Esqueça, ele pensou consigo mesmo, sonhos podem se realizar... Ela é linda, perfeita... a noite fora ótima...

Carlos olhou para as curvas jovens e delicadas da moça nua a sua frente, os longos cabelos loiros cobrindo os seios, os olhos azuis como o céu brilhando de forma extraordinariamente perfeita... A voz doce...

Foi amor a primeira vista... Naquele momento ele soube que se tivesse de passar a vida inteira com uma única pessoa, aquela seria a mulher. Ela era a mulher dos seus sonhos...  A moça sentou na cama, o perfume dela, como de milhares de flores do campo, tomou o ar e encantou Carlos.

- Desculpe encomodá-lo tão cedo...  Carlos... - ela começou a falar: - Mas, é melhor você ir embora antes que meu marido chegue...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Suspeita

Um homem barbudo bateu na porta de Andrea Swit, uma civil de 26 anos. Era passada a meia-noite.

- Senhora Swit?

- Sim sou eu. O que você quer?

Andrea Swit era uma mulher cautelosa e autoritária, era preciso só uma breve olhada nela para se perceber. Essa noite seus cabelos loiros estavam soltos sobre o roupão cor-de-mel curto, e suas longas pernas bronzeadas brilhavam a luz do luar. Ela seria uma mulher extremamente excitante, não fosse seus olhos castanhos sérios e sua pequena boca em um rosto anguloso.

Linda e fatal, seria a definição perfeita para a aparencia de Andrea Swit.

O homem barbudo esticou sua mão grande para cumprimentá-la. Sua mão cobriu inteiramente a mão da moça em um toque seguro:

- Sou o agente especial Filadelfia Boot. - recolheu a mão e apresentou o distintivo. - E quero falar sobre seu marido.

Andrea deu passagem ao homem. A sala era mobiliada de forma quase mórbida, peças de antiquário antiguíssimas e escuras, um longo candelabro central e um enorme quadro de uma donzela de branco sobre a lareira. Era uma casa razoavelmente cara, pelo visto, os Swit vivem em um padrão de vida bem generoso.

Andrea indicou a cadeira para o agente Boot, que sentou sem pestanejar, prestando atenção em cada detalhe da casa e tentando memorizar cada milímetro.

- Senhora Swit, quando foi a última vez que a senhora viu seu marido?

- No dia 16, eu já disse isso à polícia, agente Boot.

- Sim, senhora, mas é uma questão de rotina. - ele fez uma breve anotação. - O seu marido estava agindo estranho nos dias antes de... a senhora sabe... desaparecer?

- Ele não me pareceu mais estranho do que o normal, se me permite dizer. - ela descruzou e cruzou as pernas lentamente: - Posso saber qual é o motivo dessa visita no meio da madrugada? A polícia sabe que você está aqui? Alguém sabe que você está me encomodando a esta hora?

- Não. Vim por conta própria por que você é minha principal suspeita.

- Acho que a polícia discorda.

- De fato, ela descorda, mas seu marido foi encontrado morto e várias evidencia apontam você como suspeita.

- Não seja tolo, agente. Por que eu faria isso? Arriscar perder toda essa fortuna? O senhor deve achar sinceramente que eu sou uma tola.

Andrea novamente descruzou as pernas, mas desta vez, não cruzou-as novamente, apoiou-as sobre o sofá:

- A menos que o senhor tenha um mandato de prisão, terei que pedir que se retire da minha casa.

- Está bem, está bem. Mas, fique sabendo, estou de olho em você.

Andrea sorriu e acompanhou o agente até a porta. Se despediram rápido e o agente entrou no carro preto com ar de fúnebre.

O motor pegou de primeira. Andrea fechou a porta assim que o carro se afastou da enorme rua na qual ela vivia confortavelmente fazia 4 anos, desde que se casara.

- Sra Andrea? - chamou uma das criadas de dentro da casa: - Tudo bem?

- Sim, Evangelina. O carro está pronto para minha viagem?

A criada acentiu. Alguns segundos se passaram até que ela tivesse coragem de perguntar para a patroa:

- Quando a senhora volta?

Andrea tirou o roupão que cobria suas roupas do dia-a-dia, um vestido cinza discreto, e pegou um casaco vermelho sobre o corrimão da escadaria. Olhou nos olhos ingenuos da criada, e com uma risada meio fúnebre e quase ironica perguntou:

- Voltar?

7 horas

Uma garota embarca em um avião. O relógio vai denunciar o horário de 6 e meia dentro de um minuto. Ela checa o horário uma última vez antes de desligar o aparelho. A aeromoçã lhe alcança o passaporte que caiu no chão. Ela agradece. Nisso, se passa um minuto. Roberta é o nome da aeromoça. Roberta caminha até a cabine do piloto e fecha a porta atrás de si. Restam 25 minutos para as 7 horas. O piloto daquele avião é um homem alto e robusto, com ar de soldado experiente. O piloto agarra-a e se beijam grudados na porta da cabine.

O co-piloto bate na porta. Ainda falta 20 minutos até o relógio anunciar 7 horas e o co-piloto é um homem mais de idade, baixinho e de grandes olhos castanhos. A aeromoça sai. O copiloto entra. Faltam 18 minutos até o relógio anunciar as 7 horas. As portas do avião são fechadas enquanto duas aeromoças explicam os procedimentos em caso de emergencia. O motor é ligado. Falta exatamente 12 minutos para as 7 horas.

O avião acelera e começa a dar voltas pelo pátio. Passa-se dois minutos e o co-piloto se vê desnecessário. Sai da cabine do piloto e senta com as aeromoças. Falta 9 minutos para as 7 horas. Uma aeromoça loira de longas pernas sai do banheiro. O co-piloto está sentado em seu lugar. Roberta, uma aeromoça cede seu lugar para a loira de longas pernas. Uma terceira aeromoça pede que Roberta sente-se em seu lugar. A terceira aeromoça é uma morena de cabelos curtos e rosto jovem de universitária. Falta sete minutos para o relógio informar 7 horas.

A aeromoça com rosto de adolescente caminha nos corredores entre os passageiros e encontra um único lugar vago ao lado de uma moça ruiva de olhos verdes. A moça ruiva sorri para ela. Faltam 6 minutos. A aeromoça retribui o sorriso e checa ao redor. Não há nenhum passageiro olhando para elas. A aeromoça beija de leve a moça ao seu lado, que retribui.

Falta 5 minutos até as 7 horas. A aeromoça volta a levantar, desta vez com um pequeno pacote que ela tirou das mãos da passageira sem que ninguém percebe-se. A passageira sussurra:

- Boa sorte.

E vira um vidro de comprimidos para dormir na boca. Enquanto a aeromoça volta para o seu lugar, um passageiro mais próximo checa o horário no relógio de pulso. Falta 4 minutos para as 7 horas.

O lugar vago, agora é ao lado do co-piloto. A aeromoça se senta ao lado dele. Roberta sorri para os dois, enquando disfarçadamente o co-piloto tira o pacote das mãos da aeromoça. O co-piloto se encaminha para o banheiro, onde dá duas batidas na porta fechada. Ainda restam 3 minutos. A moça que abre a porta é velha, e obviamente é loira oxigenada. Cerca de 70 anos. Ela pega o pacote e volta até seu lugar, na primeira fileira, ao lado de um senhor de terno e barba bem aparada, nas sua mesma faixa etária.

Falta 2 minutos para as 7 horas. As aeromoças falam baixinho entre si. Quatro das 6 moças tem um rosário entre as mãos. O co-piloto não está mais ali. O homem velho tira uma coisa de dentro da meia e passa a um garoto sentado atrás de si.

O garoto levanta e caminha até cabine do piloto. A aeromoça ruiva da um sorriso ao ver o jovem caminhar e lhe alcança a chave discretamente. O jovem entra na cabine, o pacote agora é uma arma calibre 38 carregada com uma única bala encontrada na meia de um ex-policial. O jovem atira no meio da cabeça do piloto. Uma única vez.

Falta um minuto para as 7 horas.

é aí que o co-piloto entra na cabine e direciona o avião na direção de um enorme prédio.

A aeromoça loira de longas pernas ainda tem tempo de rezar uma prece de perdão, antes de tudo ir pros ares.

Admite


Agora
Admite que esta
é a coisa mais fofa
que você viu hoje

Olha só como foi...

Tirinha

Minha rua

+

Era uma rua.
Não muito bem iluminada, apenas iluminada.
quase invisível
quase perdida entre um infinito de novos prédios
monstros feitos de concreto e tijolos
mas, a rua era uma ruazinha
um pedaço do mundo
uma lembrança perdida num vão de palavras
esquecida com o tempo
coitadinha...
Fora ela,
a pequena e esquecida rua
na qual certa vez eu me apaixonei
e ela viu tantas histórias
mas está quieta agora
adormecida, pobre ruazinha
já fora alguém
e hoje é espectro de nada
de fantasmas do passado
dorme, dorme ruazinha
e deixa que os prédios se ergam
monstrinhos ao seu redor...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Uma breve noite

A música tocava baixinho no piano do primeiro andar. Bree tapou os ouvidos com o travesseiro, os olhos azuis abertos prestavam atenção intensa nas sombras assustadoras que contornavam o enorme quarto do terceiro andar. A luz da televisão lembrava a ela os morcegos assustadores dos contos da sua mãe. A batida na porta. Uma vez. Uma faixa de luz pequena veio pela fresta da porta e Liliete entrou. Bree exitou, mas falou com a sombra clara:


- Mamãe?

- Durma.

A voz tão doce e suave quanto o mel. Bree permaneceu deitada, em silêncio absoluto, até que a mãe finalmente saiu deixando a porta entre aberta. Em questão de segundos, as unhas vermelhas começaram uma batida ritimada nas teclas do computador. Bree imaginou-se em um dos contos da mãe, voando nas costas de um cavalo alado com um longo vestido verde brilhante. E por um segundo, quase esqueceu que não importa o quão ardentemente ela desejase, nada daquilo seria real. O pai parou de tocar o piano e ela ouviu seus passos pesados subindo as escada. O barulho do registro sendo ligado, a água caindo e batendo nas lajotas. Durou 722 segundos, até que seu pai finalmente entrou no seu quarto, abriu a janela de vidro e fechou as cortinas brancas que voaram com a brisa da noite.

- Pai? Estou com medo.

- Não tem motivo pra ter medo, feiticeira.

Ele deixou o quarto e bateu a porta. Veio um minuto de silêncio e, em seguida, os sons sombrios da noite voltaram. O vento soprou forte as cortinas, os grilos resmungaram na grama molhada e ainda havia movimento de carros na avenida. As respirações do seu pai e dos seus outros irmãos se confundiam com o barulho do ventilador no quarto de Cristian, o irmão mais velho.

Enquanto isso, a avó de Bree visitava o túmulo da filha única no centro da cidade.
Bree sussurrou para o fantasma escorado na sua porta:

- Boa noite, mamãe.
- Você não vai me ajudar a sair da escuridão, feiticeira?


Bree gritou, mas era tarde demais.

Alpha


O nome dela é Helena, o nome dele é Jake. Uma velha amiga de Jake, Rosa, pediu que ele tomasse conta de uma menina que ela salvou. O único motivo da Vampira Rosa não ter matado a menina, é por que Helena parecia saber onde está a amiga desaparecida deles, uma meio vampira-meio deusa chamada Grace. O Jake narra a história:



O tempo passava rápido e eu nem me esforçava para não respirar perto dela. Eu não precisava de esforço, era algo automático em todo momento que ela entrava no mesmo recinto que eu. Na verdade, por mais que deteste admitir, eu já estava me acostumando com sua chatice e incoveniencia habitual. Seus olhos claros cintilando sempre que eu a ignorava e o jeito que ela tentava imitar o rosnado que eu emitia quanto ela me encomodava. As horas passavam tão rápido com ela. Mesmo assim, alguma coisa estranha estava prestes a acontecer, e até aquele minuto eu não sabia o que era.

- Jake?

Ela sussurou se esgueirando pra dentro do quarto. Eu estava deitado na cama e abri um espaço para que ela deitasse ao meu lado. Helena encaixou suas costas na minha barriga. Abracei seu corpo e fechei os olhos. Meu cheiro estava impregnado no corpo dela. O tecido me era familiar. Rosnei:

- Por que você está usando minha camiseta?

- Não rosna pra mim. Minhas roupas estão ficando pequenas! Me empresta o cartão de crédito?

- Por que eu faria uma idiotice dessas?

- Você deve me compensar pela foto daquela vampira escondida no meio das suas meias.

- Você mecheu no meu arm... não sei por que ainda me surpreendo.

- Quem é a loirinha do armário?

Eu ri alto e ela se emburrou com a minha gargalhada que ecoou contra as paredes. Passei os dedos nos fios enrrolados dos seus cabelos loiros. Ela era tão pequena, frágil... Respondi com sinceridade:
- Ela é uma antiga paixão.

- Quão antiga?

- Muito antiga.

- Se é tão antiga, por que você tem uma foto dela no seu armário?

- Ela era do primeiro clã da Grace.

- Então faz uns 300 anos?

- Mais do que isso.

- Por que vocês não estão juntos?

Eu comecei a me irritar com ela. Rosnei e ela tentou me imitar. Era impossível brigar com ela. Helena realmente tinha razão. Por que eu tinha uma foto da Talita no meu armário? Tirei meu braço de cima do seu corpo e deitei de barriga pra cima. Mantive os olhos fechados e senti ela virando e deitando sobre mim. Sua voz fina falhou:

- Está brabo comigo?

- Não.

- Jake?

- O quê?

- Já trepou com ela?

Ela tocou meu rosto com os dedos e fechou os próprios olhos na mesma hora que eu abri os meus. Helena encostou seu nariz no meu e perguntou com uma vozinha doce e encatadora:

- Você dormiria comigo?

- As garotas do século 18 eram diferentes.

- Bem-vindo ao século 22.

Um minuto de silencio se seguiu antes dela falar no meu ouvido:

- Jake?

- O que?

- Você está me ignorando?

- Não.

Ela me beijou de leve e saiu do quarto. O silencio já estava me causando nauseas quando ela bateu de leva na porta:

- Jake? Você pode deitar comigo?

- Adiantaria dizer não?

- Não.

Levantei da cama, fui em passos contados até a sala. Ela deitou no meu colo, de modo que sua barriga ficasse contra a minha. O sangue pulsou mais rápido nas veias dela. Seus olhos se fecharam. Helena colocou a perna em cima de mim e suspirou fundo antes da cair no sono.

Quando ela abriu os olhos, eu continuava deitado ao seu lado, em silencio. Seu espanto foi divertido:

- O que você tá fazendo aqui?

- Olhando você dormir.

- Você é imortal, o tédio deve ser algo comum pra você.

Levantei. Ela se espereguiçou e se pôs de pé na minha frente. Ajeitei seus cabelos atrás da orelha.

- Não podemos sair de casa hoje, Jake.

- Você acha que eu não sou capaz de tomar conta de você?

- Eu não vou pôr a minha vida em risco saindo por aquela porta

- Eu quero sair hoje e vou.

- Vá você, minha vida vale mais do que isso.

- Você não seria grande perda.

- Eu não vou ir te ajudar!!

Ela se irritou e me deu as costas. Atravessei a casa, o pátio, a rua. Nào olhei pra trás até chegar no outro lado da cidade. Sentei em um banco no parque e deixei que o som do vento me acalmasse um pouco. Respirei fundo e senti um cheiro estranho, além da chuva que se aproximava. Uma trovoada cruzou os céus e um homem baixinho com longos cabelos grisalhos apareceu:

- Te assustei?

Uma faca girava em sua mão. Saiu do canto oposto um loiro largo com mais de dois metros de altura e um rosto rechonchudo. O parque logo foi certcado por dezenas de homens armados. Na jaqueta de um: “Housten”. Ri alto de uma piada que não existe:

- Então é isso? Meu pai mandou vocês?

O primeiro a se aproximar correndo, lhe cravou uma adaga nas costelas. Os grandalhões que se seguiram, esmurravam ele com força enquanto dois altos seguravam-no:

- É bom apanhar, bastardo?

- Adorável.

Respondi a um velho de pele rosadas que me apunhalhou a barriga. Senti a pele arder de raiva enquanto me jogavam de um lado para o outro.

- Você vão se ferrar!

- Seu pai mandou lembranças.

Eles riam na minha cara. Um assovio cruzou o campo. A voz de Helena:

- Soltem ele!

Ela segurava uma arma nas mãos trêmulas. Três vampiros caminhavam na direção dela. A arma bateu no chão e ela disparou a correr. Fui largado no chào enquanto todos cercavam ela no outro canto do campo. Não consegui levantar, mas sabia o que estava acontecendo. Uma voz grave:

- O que você vai fazer, princesa?

Outra voz grave e alta:

- Seu vampirinho está longe demais pra salvar você.

Um deles chegou perto e mostrou as garras perto do seu rosto:

- Últimas palavras?

- Eu não preciso da ajuda pra acabar com ninguém.

Não ouvi mais a voz dela, nem abri os olhos. O sangue dos vampiros espirrava ao meu redor, sobre mim. Eles gritavam, muito alto. Fiquei sem respirar.  E esperei.
Quando os gritos cessaram, voltei a respirar e o cheiro Dela penetrou o campo inteiro. Ela era mais importante do que minha vontade estúpida. Sentei e lhe abracei no meu colo. As lágrimas lhe corriam no rosto. Ela finalmente se afastou, as mãos trêmulas. Sua respiraçào irregular. Levei um tapa na cara. Resmunguei:

- Por quê?

- Por ter me assustado daquele jeito!! Achei que ia te perder.

- Eu já nào tinha apanhado o suficiente?

Ela sorriu e me ajudou a levantar com cuidado. A chuva caia forte e apagava as chamas. Helena sorriu e me disse:

- Sempre gostei do barulho da chuva caindo. É poético, alma de tudo. Como se alguém estivesse tentando limpar o mundo

- Nào gosto.

- Por quê?

- É melancolico.

- Isso é. Mas os melhores beijos do cinema acontecem na chuva.

- Nem sempre.

- Sempre.

Ela continuou com os passos ritimados até chegarmos em casa. E isso demorou muito. Atravessou o portão e me deitou sobre o sofá da sala. Seus dedos rasgaram minha camiseta com dificuldade. Os cortes já estavam desaparecendo e ela terminou de limpar o sangue. Helena parecia estar cuidadosa e com pena, mas seus olhos mostravam terror. Segurei seu braço e perguntei:

- Qual é o problema?

- E se da próxima vez eu não estiver lá?

- Eu podia tomar conta deles.

- Não foi o que me pareceu!

- Olha, eu nào preciso que você me ajud...

Um tapa me acertou no rosto em cheio. O slap ecoou e ela cobriu a boca com ambas mãos sujas de sangue:

- Eu não queria... eu...

- Eu mereci.

- Eu não devia ter feito isso, Jake. Sinto muito!

- Eu devia ter te escutado.

- Devia!!

- Me ajude a sentar.

- Por favor, não faça isso comigo de novo.

- Desculpe.

- Você está bem? Quer provar?

Ela virou a cabeça e deixou o pescoço totalmente descoberto.

- Certeza? - Perguntei.

Sua resposta foi rápida:

- E por que não? O qe eu tenho a perder?

Seus lábios quentes vieram devagar contra os meus, foi um beijou longo, cuidadoso e ao mesmo tempo intenso. Mandei:
- Solte os cabelos. Quero fazer isso direito.

Ela balançou os cabelos e seu cheiro dominou-me por completo. Sorri e deixei a mostra minhas presas. Ela tremeu mas continuou fielmente agarrada ao meu corpo. Ouvi a pulsação dela se acelerando novamente, a veia brilhando contra a pele... e mordi seu pescoço. O sangue fluia em uma sensação inexplicavel de puro extâse e prazer. Me afastei dela, que tomou fôlego. Declarou:

- Eu não sou humana.

- Imaginei isso quando você detonou os vampiros no parque.

- Então você me odeia?

- Nunca.

- Não importa o que eu seja?

- O que você é?

- Se isso importa, Jake, você não vai querer me ver na lua cheia...