sexta-feira, 30 de julho de 2010

Soneto para uma vampira

Já vaguei por muitas estradas,
mesmo sem sair de casa.
Já olhei para muitos rostos,
apesar de não ver nada.

Sou a única que não respira
e continua entre vivos e mortos,
não sou a morte em pessoa
mas já a olhei nos olhos.

Longe de qualquer inferno
e mais distante ainda do paraíso,
não sou chamada
não sou achada, nem ao menos procurada.

Entre a vida e a morte,
a única diferença
é um coração que bate

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